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PENSO, BLOGO EXISTO

 

 


Domingo, Maio 30, 2004

 
São poucas as certezas absolutas que se podem ter na vida. Não é sempre que se pode adquirir uma certeza tão intocável
ao ponto de ser irreversível sua afirmação.
Mas acho que eu tenho uma certeza na vida. A de de que nasci com a sina de ser a pessoa mais infeliz dessa Terra.
E afirmo que esta é uma constatação baseada na construção dos fatos ao longo dos dias. Eu ando muito preocupado
com o meu destino e com o rumo que minha vida vai tomar.
Talvez eu não agüente mais essa pressão que se forma por sobre meus ombros. Está tudo escuro.


KEMIS VIANA DA SILVA - 6:30 AM

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Sábado, Maio 29, 2004

 
De volta à vaca fria...

O W32.Sasser.B.Worm é uma variante do W32.Sasser.Worm.
Ela tenta explorar a vulnerabilidade LSASS descrita no Microsoft Security Bulletin MS04-011,
e se propaga verificando endereços IP selecionados aleatoriamente de sistemas vulneráveis.

Fonte: Site da Symantec.

Ou seja, nessas horas eu tenho uma sorte impressionante. Se eu tivesse jogado na MegaSena duvido que
tivesse o privilégio de ser agraciado aleatoriamente com um prêmio gordo de alguns milhares de reais.
Depois ainda me dizem que essa coisa de sorte e azar não existe. É. Realmente não existe. Bléh!!


KEMIS VIANA DA SILVA - 5:28 PM

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Sexta-feira, Maio 28, 2004

 
Data: Thu, 27 May 2004 17:41:25 -0300 (ART)
De: "I - - - - a" [- - - - - -@yahoo.com.br]
Assunto: oi amigo
Para: kemisviana@yahoo.com.br

Oi Kemis

Primeiro obrigada pela pesquisa... ajudou bastante....

Bom depois... acho que só queria conversar mesmo... com alguém fora de do meu mundo.....................
Putz! Acho que hoje acordei do avesso... pq as coisas não podem ser perfeitas...
Quem foi o mané que inventou esta história de que a gente não pode ter tudo o que quer! Eu quero ter!

Acho que estou um pouco afetada pela crise consumista do dia dos namorados...
Nestas épocas, parece que todo mundo namora, menos eu! Que M.... ! Tudo e todos parecem fazer questão de me lembrar disso!

Desculpe se incomodo............
Foi só um desabafo.........acho que pirei..........

beijossssssss

- - - -.

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Data: Fri, 28 May 2004 12:49:52 -0300 (ART)
De: "Kemis Viana"
Assunto: Até parece
Para: "I - - - - a" [- - - - - - @yahoo.com.br]

Você fala como se eu não entendesse dessa coisa de mal humor e desânimo.
Posso lhe garantir com toda a certeza que estou sozinho há muito mais tempo que você
e sei muito melhor do que ninguém o que significa essa malogrado dia dos namorados.
Para mim, ele só serve como um tapa na cara, como que certificando a minha incompetência
e o péssimo tipo de comportamento que possuo.
Por isso mesmo, quando tiver essas vontades de desabafo, favor não se incomode e fale mesmo.
Aqui desse lado há alguém que entende a língua que você fala.

Sobre ter tudo o que se quer, também concordo contigo, porém cabe aqui uma reflexão
(e eu detesto reflexões): se todos tivessem o que manda seus desejos, você e eu estaríamos ferrados.
Imagine quantas pessoas querem o nosso mal...
Em outros planos: se macumba valesse, o campeonato baiano acabava empatado.

Te adoro, linda.
Kemis

KEMIS VIANA DA SILVA - 1:05 PM
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Desejo de matar

Há dois dias que não paro de pensar nas mais variadas e inventivas formas que usaria para torturar o maldito filho da puta que criou esse não menos filho da puta vírus Sasser. (Porra, que nojo que tenho em digitar esse caralho desse nome!!!!)
Eu juro que usaria a cara dele para quebrar a tela do monitor desse filho de uma arrombada e o faria engolir cada caquinho que saísse de lá.
Depois iria impalar ele e a família dele todinha com uma estaca de 2 ½" de ponta bem afiada (podem me chamar de fascista, de sádico, podem chamar, chamem!).
Depois obrigaria o que sobrasse desse merda a digitar a Bíblia Sagrada todinha de capa a capa até ele se tocar do mal que ele cometeu e pensar nas aporrinhações que ele causou a milhares de pessoas, principalmente a mim.
Eu to puto, eu to com os caralhos!!!! Seu filho de uma égua, desgraçado, eu te pego pela rua, seu miserável. Eu vou te passar numa máquina de moer carne e vou comer cada pedacinho de você com molho Shoio. Te cuida, seu bosta!

KEMIS VIANA DA SILVA - 2:11 AM

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Quarta-feira, Maio 26, 2004

 
Não existe...

Pode parecer fácil suportar todos os dias o cheiro do cabelo da pessoa de quem se ama, sem poder ao menos chegar perto dela. Parece ser fácil se sentir sempre a segunda opção, ou talvez nunca ser a opção. Parece fácil se sentir inexistente em meio ao todo, sempre, em qualquer lugar ou situação. Também pode parecer fácil viver se lamentando e reclamando de tudo até fazer as pessoas desistirem de você.
Perdoe-me, mas há males em se viver só num barquinho no meio do oceano. Há muitos males em ver a última sessão do cinema e sair comentando o filme para si mesmo, em sussurro. Ser a medida de todas as coisas para si próprio não é uma missão fácil. Não há parâmetros a seguir.
Saibam que algumas dores pontiagudas costumam atingir o peito de quem pensa em tom de retrospectiva e, ao final, tira algumas conclusões às quais não se pode negar: a de que não adianta se virar e sair correndo em fuga, pois você sempre será o mesmo estranho, o mesmo infeliz que jamais achará reduto para sua dor.
Desculpe-me ser tão duro, mas a esperança não existe, e é feita da mesma matéria de que provém a felicidade. Não creio em fé, em milagres, nem em mudanças que tornem a vida de uma pessoa como eu melhor. Não creio em amor de nenhuma espécie. Existem provas de amor, não existe o amor.
Há uma placa bem grande no portal que dá acesso à vida: não há vagas para idiotas. Talvez por isso, haja quem vagueie pela vida sem jamais achar seu norte e sabendo que o fardo de se viver pesa demais para continuar insistindo.
Meu corpo e minha mente estão cansados. Sinto facas entrando em meu peito lentamente. Estou caminhando no escuro há anos e não acho meu lugar. Eu sou a última pessoa do mundo, a república dos fracassos. Eu sou um produto de mim mesmo, alimentado de ar viciado. Fui condenado por torcer pelo mais fraco, por enxergar o mundo a olhos nus, por seguir à esquerda quando todos seguem em frente.
Eu não sou daqui. Fui abandonado sem saber falar a língua dos nativos. Não há um lugar para minha alma e para meu coração. Do lugar onde me encontro, posso ver as pessoas caminhando sorridentes num belo cair de tarde. Posso ver os casais e as crianças brincando na praça. Mas não enxergo em lugar algum onde se encontra minha paz.

KEMIS VIANA DA SILVA - 1:46 AM

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Terça-feira, Maio 25, 2004

 
Identifique-se

A evolução da espécie. Do pré-crambriano ao Sapiens-sapiens.
Da pedra lascada aos chips de celular.
Às vezes paro e penso: o que mudou de lá para cá?
Em certos aspectos nada. Tirando o fato de meu aspecto facial ter sofrido aparente melhora
(vide a primeira foto 3x4, que coisa horrível), acho que a vida permanece seguindo a mesma rota desnorteada e sem nexo.
Albuns de fotografia são máquinas do tempo em forma de papel químico. Não posso ver fotos velhas que penso e repenso
a vida até chegar a conclusões não muito animadoras. Toquemos, pois, o barco para a frente.



²coldplay - god put a smile upon your face.mp3

KEMIS VIANA DA SILVA - 2:38 PM

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Sábado, Maio 22, 2004

 
Citizen Kaine

Quando fazia a cadeira de Ciência Política a dois períodos atrás, pagava a disciplina nas manhãs de sábado.
Certa vez, o professor nos fez ver um documentário da BBC de Londres, que até hoje tem sua exibição proibida no Brasil: Muito Além do Cidadão Kaine.
Para ser mais didático, Cidadão Kaine é o título de um filme de Orson Welles, um ator-diretor americano conhecido na década de 40/50 por seu estilo anárquico e crítico.
No filme, ele conta a história de um poderoso senhor, detentor de um grande poder político, resultado da influência de que desfrutava o grupo de comunicação do qual era dono.
Em 1993, o diretor inglês Simon Hartog, resolveu realizar um documentário para lá de polêmico falando sobre a força da Rede Globo no Brasil, batizando assim o seu trabalho de Muito Além do Cidadão Kaine, numa clara referência a, Deus o tenha se quiser, Roberto Marinho.
Hoje, na falta do que fazer numa tarde de sábado, fui à Biblioteca Pública, no centro da cidade, para assistir novamente a este documentário, que seria exibido às 14:30h, segundo o que dizia um panfleto pregado nas paredes da Universidade.
Chegando lá, vejo estendida na parede da sala de exibição uma grande faixa vermelha, com a inscrição em branco "Juventude Revolução", ou algo do tipo.
Um pouco abaixo da faixa, todo o equipamento que seria usado na projeção: uma TV 29" e um notebook, que só depois, notei se tratar de um Machintosh, com a maçazinha da Apple atrás (coisa rara em Rio Branco).
Os detalhes ficavam por conta da galera que organizava o evento. O carinha que instalava os equipamentos e operava o book era um simpático rapaz grandalhão, cabeludo e dotado de uma indefectível barbicha, tipo Abraham Lincoln. Aparentava ser o mais velho da turma. Os demais, um monte de garotos e garotas com aquele estilo "Lênin não morreu". As cadeiras estavam sendo ocupadas aos poucos e, até o documentário começar, algo em torno de uma vinte pessoas já se postavam em frente à TV.
Resumindo, revi o documentário, que continua muito bom, e fui para a casa da minha avó pegar minha mãe.
Está tudo muito desconexo até agora no que escrevi, reconheço.
Mas, reorganizando os pensamentos, tenho a dizer o seguinte.
Sem preconceito nenhum. Juro que os tenho em dose bem reduzida. Sei que a causa é justa, mas já passei dessa fase de revolta juvenil, pelo menos no estágio em que se encontra a galerinha gente-boa presente ao documentário.
Sou um chato incorrigível, vivo discutindo sobre aquilo que ninguém contesta, mas hoje acredito piamente que para se resolver os problemas, sejam de nossa vidinha quotidiana, ou do mais complexo contexto político, não adianta agir como extremista. É muito fácil cair em contradição, principalmente quando se tenta ser xiita demais.
Esta semana, enquanto comia um sanduíche com minha amiguinha recém-separada do namorado (também meu amigo), percebi como as coisas precisam de uma certa dose de dor para ficarem mais claras. Surpreendi-me quando ouvi de sua boca que nos últimos dias ela vinha pensando e agindo como eu (pasmem). E começamos a discutir sobre religião e posicionamentos radicais quanto às crenças em paraíso, em Deus e outras coisas.
Que coisa linda, a minha querida coleguinha discutindo Nietzche e Sartre acompanhado de um salabreza. Uma imagem onírica. Mas apesar de tudo, senti-me meio constrangido quando notei que os pensamentos dela, bastante chateada com os episódios ruins que haviam lhe ocorrido nesta semana, batiam com o que eu pensava antes. Notem bem: pensava. Pois percebi de relance que do caminho por onde ela enveredava naquele instante, eu já estou voltando. E notei também que só agora ela entendeu porque durante tanto tempo eu tive uma estranha mania de estar de cara feia quando todos estavam felizes.
Não me considero um parâmetro a ser seguido e não gosto de dar conselhos a ninguém. E muito provavelmente foi este o motivo porque a repreendi quando fomos pagar a conta no caixa: "Não pense como eu. Por favor, relaxa".
Entre mortos e feridos, o que devo admitir me parece factual: que algumas coisas estão mudando, estão.


KEMIS VIANA DA SILVA - 11:54 PM

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Sexta-feira, Maio 21, 2004

 
Dica de leitura


Clique e amplie

Estava na VEJA da semana passada esta reportagem sobre o fenômeno dos blogs. Alguns estão virando livro, outros até filme.
Um fenômeno que se alastra pelo mundo, os blogs são um campo vasto de estudo para psicólogos e psiquiatras. Resultado de uma estranha simbiose entre reallity show, mídia eletrônica e self-vouyerismo, estes diários virtuais têm sido um ótimo canal de fuga e de livre expressão para as cabeças neuróticas da vida moderna. Viva nós, blogueiros.

KEMIS VIANA DA SILVA - 3:10 AM

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Terça-feira, Maio 18, 2004

 
Data: Sun, 16 May 2004 21:08:39 -0300 (ART)
De: "Kemis Viana" [kemisviana@yahoo.com.br]
Assunto: Que eu faço?
Para: "Nanda(Idealizar)" [id********o@uol.com.br]


Aí, Nanda. Queria abrir o peito so um pouquinho com voce.
Perdoe os erros ortograficos. Hoje passei a tarde toda formatando de novo o computador.
Agora a noite estive pensando no quanto sou relapso com meus familiares. Minha vovo levou um tombo hoje e esta internada. A mae acabou de sair com meu tio para o hospital e eu fiquei aqui, porque ja tinha marcado um compromisso.
Meu pai acabou de chegar da farra, e quando esta bebado fica um ridiculo. Nao sei nem por que estou te falando de coisas tao desconexas, mas eh que hj pela manha, enquanto meus pais discutiam ali na cozinha, eu pensei --> uma das poucas coisas que ha de bom dentro da minha casa eh a paz. Sera que agora esse unico ponto positivo esta ameacado? Foi hoje tambem que notei algo que, idiota que sou, ainda nao havia notado. Minha mae nao tem felicidade conjugal porra nenhuma. Me deu uma do dela, sempre tao atenciosa comigo, mas qd da um fim de semana nao tem nem uma diversao, um lugar para ir. E quando me pede uma carona de nada, eu ainda rejeito. Isso me da um vontade de chorar danada. De repente ficou tudo tao escuro. Estou decepcionado comigo, cara. Muito.

Beijo em vc e no bb.
Kemis

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De: "Nanda" [i********o@uol.com.br]
Para: "Kemis Viana" [kemisviana@yahoo.com.br]
Assunto: Re: Que eu faço?
Data: Sun, 16 May 2004 20:11:21 +0500


Aprende uma coisa, cabeça dura da minha vida, sempre que quiser conversar, abrir o peito... desabafar mesmo conte comigo.
Conte comigo até mesmo quando você quiser só falar e no final vc coloca (não responda) que eu vou te entender.
Falar que te entendo já ta ficando clichê mas por incrivel que pareça eu realmente te entendo, sabe porque?
Porque eu acreditei na felicidade dos meus pais só porque eles estavam juntos há 25 anos e estar junto não basta, tem que ter amor, respeito, companheirismo, paciência!!
E não fique se sentindo um filho relapso, quase sempre pais não querem envolver filhos e filhos acham que mãe é super-mãe, que não tem suas dores, seus desamores eu mesma já fui uma filha terrivel minha mãe diz que não mas sei que em uma fase eu fui sim.
Prestar mais atenção na minha mãe, não! não digo como mãe! digo como mulher igual as outras, igual a mim até... mulher que sofre, que chora, que tem seus desamores, que quer sumir mas acima de tudo me quer bem... foi a melhor coisa que fiz, hoje eu e minha mãe somos amigas, amigas mesmo, brincamos, brigamos, choramos de alegria e de tristeza mas sempre juntas.
Mas ainda to em falta com minha mãe, preciso sair mais com ela... ela já sofreu muito, já viveu muito por mim e sinto que tenho que viver mais por ela e com ela...
E não fica assim com esse choro engasgado não baby!! aos poucos vai fazendo que você pode fazer, vai se aproximando, tentando manter uma relação mais de amigo do que de filho e nada de ficar decepcionado porque se tem alguém que tem orgulho de você é ela, tenho certeza.

PS: sou péssima em relações familiares mas com minha mãe é diferente porque também a vejo como uma amiga.
As vezes tem almoço em familia eu nem piso lá mas se for só eu e ela to dentro! ;D

Beijos.
e levanta essa cabeça, não deixa isso ti atropelar não!

KEMIS VIANA DA SILVA - 2:59 PM

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Segunda-feira, Maio 17, 2004

 
A teoria da periodicidade das boates de Rio Branco

Essa teoria não vem carregada de grandes minúcias. Para que se a elucide, basta incorrer na afirmação de que, em Rio Branco, algum fenômeno de razões desconhecidas age sobre as casas noturnas, fazendo-as ir do glamour a ao inferno astral em alguns meses.
O fato é que quando uma casa noturna entra no circuito - se é que existe isso em microcity, como diz uma colega minha - e cai nos gostos do povo, ela se torna um ponto muito freqüentado (às vezes bem, às vezes mal freqüentado).
Do alto de meus quase seis anos de balada, o que admito não ser muita coisa, posso afirmar que já acompanhei a ascenção e queda de vários lugares, sempre com grande perplexidade.
Vide Via Expressa, Mamão Café, Imperador Galvez, Bloom Café, Ziriguidum (dessa eu nunca fui fã), 14 BIS (tampouco ainda) e, mais recentemente, X-43. Isto para não citar tantas outras lendas das quais que sequer consigo lembrar o nome.
É um assunto passível de estudo e que em muito instiga minha curiosidade. Quem sabe não deixo o povo de Economia de queixo caído ou causo um furor nos professores da banca perante assunto de monografia tão inovador, para não dizer fútil?

KEMIS VIANA DA SILVA - 2:12 AM

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Sexta-feira, Maio 14, 2004

 
Por que se quer tanto dinheiro? Para não se preocupar com dinheiro.

Começo por defender esta tese que, ao que me parece, é real, muito embora ainda não claramente perceptível à grande maioria.
Apesar de seu pronunciamento aparentemente non sense e sem fundamento lógico - tendendo até mesmo à contra-lógica -, a esta afirmação cabem alguns argumentos bem fundamentados e perfeitamente capazes de embasar a idéia principal.
Pergunta-se: quantas vezes pôde-se ver um cidadão dotado de grande fortuna a falar unicamente de dinheiro com tal gana que se percebesse nele uma exclusiva preocupação com dinheiro? Acredito ser coerente afirmar que os bem afortunados que já obtiveram seu "primeiro milhão" estão deveras preocupados mais com suas casas de campo do que propriamente com a necessidade de arrebanhar mais numerário a seu patrimônio.
Exceções: sempre haverá um desvio padrão inerente a qualquer tipo de regra. Isto posto, deve-se admitir como estando dentro da normalidade a ocorrência de pessoas viciadas em trabalho e gananciosas ao ponto de sempre visualizarem a mais-valia mesmo já estando em situação financeiramente confortável.
Aplicando-se a referida proposição à nossa vida cotidiana, podemos em tom de auto-análise verificar que em todas as ocasiões em que pensamos em enriquecer, não nos imaginamos a priori vestidos de black-tie e sentados à cabeceira de uma longa mesa de cedro, a presidir o briefing de uma importante reunião de conselho, composta por alto-executivos. Muito pelo contrário, a primeira visão idealizada consiste em alguma situação que revele uma condição de comodidade ou mesmo de ostentação. Em suma, nos vemos antes de nada aportados nas proximidades de uma linda praia caribenha, a bordo de um pomposo iatch, a sorver um vinho branco selecionado nas melhores adegas, mesmo que não sejamos exímios apreciadores de bebidas alcoólicas.
Em outra situação, podemos argumentar que o primeiro grande desejo de quem sonha em ter dinheiro é a aliviante sensação de poder pensar consigo próprio: ainda bem que não preciso me preocupar com as contas do mês, prefiro ir cuidar de aparar a grana do meu jardim.
Ou seja, conclusivamente, a grande razão para se querer tanto o dinheiro reside no fato de não se querer mais pensar nem se preocupar com dinheiro na vida.
Apesar de estranha, a mim me parece uma idéia bastante lúcida e razoável.


KEMIS VIANA DA SILVA - 3:26 AM

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Quarta-feira, Maio 12, 2004

 
Tese, Hipótese, Antítese e Co.

Na busca por um assunto de monografia, estive pensando em várias coisas.
Por exemplo:
Tese 1) Por que se quer tanto dinheiro? Para não se preocupar com dinheiro.
Tese 2 A teoria da periodicidade das boates de Rio Branco
Tese 3) A inútil discussão dos ovos de Páscoa no contexto econômico.

A respectivas exposições de argumentos para as teses acimas serão apresentadas amanhã, se tiver tempo.

KEMIS VIANA DA SILVA - 3:19 AM

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Domingo, Maio 09, 2004

 
Família

Já pensei de todos os modos, inclusive na posição plantando bananeira, sobre essa complexidade das relações familiares.
A Elis já dizia em sua música que apesar de tantas mudanças, continuamos vivendo como nossos pais. Logo, somos um reflexo deles.
Bem, quanto a essa afirmação, acredito ser razoável estabelecer alguns parâmetros. Como não sou a pessoa mais convencional do mundo acho justo afirmar que não sou bem o que meus pais são. A propósito, vivo procurando, tal qual um arqueólogo, onde se encontra esse elo perdido que assemelha a minha pessoa à personalidade de meus pais. Sou muito, mas muito diferente deles. Mas não pense o leitor que, por isso, o clima de minha casa é uma Guernica. Pelo contrário, vivemos numa paz que chega a ser estarrecedora. Mas mesmo essa paz expressa muito essa falta de sintonia que tenho com eles. Sou introspectivo por natureza e tenho muita dificuldade de externar o que sinto. Assim, acabo não falando muito de mim para eles.
Agora, a César o que é de César. Devo muito do que sou (de bom) a meus pais. As primeiras lições de honestidade e justiça que tenho são originárias deles. E nunca ninguém da vizinhança veio à porta da minha casa se queixar que tenha dado sopapo nos seus filhos.
Por isso, nesse dia carregado de sentimentalismos banais (dia das mães, para os menos avisados), eu não poderia deixar de prestar minha homenagem justa à minha mama, minha nona e a todas as pessoas, sejam mães, pais ou mesmo padrastos e madrastas que proporcionam de graça a educação que tanto tem feito falta nos dias atuais. Ou vocês não acham que esta corja de polítcos ladrões se cria desse jeito por falta de muita peia na bunda?

²ebtg - missing.mp3

KEMIS VIANA DA SILVA - 2:01 PM

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Sexta-feira, Maio 07, 2004

 
Eu te amo calado

Não dizem que eu sou pessimista?
Que eu tenho mania de só ver o lado ruim das coisas?
Pois hoje irei à forra. Querem me ver pessimista, pois então o serei.
Quem disse que o amor pode acabar?
Com efeito, em termos bem lógicos, não se tem conhecimento até os dia de hoje de algo que tenha acabado sem que antes tenha começado ou ao menos existido.
Como pode o amor acabar sem ele ao menos existir?
Cadê o dito cujo? Estará escondido no mesmo bordel em que se hospeda a tal da felicidade?
Conheco o termo mal-amado muito bem. Ele é empregado às enfermeiras velhas, chatas e gordas, a quem as pessoas apontam, dizendo:
- Olha só. Ela é assim porque é uma mal-amada.
Como se o mal-amado, agente passivo que é, fosse o verdadeiro culpado.
Eu sou um cara muito sortudo. Achei um tazo de metal dentro do pacote de salgadinhos e tive o inestimável privilégio de nascer com uma cabeça grande que pensa sem parar, me tornando uma figura chata e insuportável, que sempre terá dificuldades em causar boa impressão nas pessoas que tenho o azar de amar.
Um beijo Venus, deusa do amor! Essas últimas doze linhas são especialmente para você.


KEMIS VIANA DA SILVA - 3:29 AM

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Terça-feira, Maio 04, 2004

 
remoto controle

É difícil de entender. Quando tudo parecer estar perdido, a maré sobe. Eu abdico de vez dessa história de pensar. Pensar consome neurônios e quilocalorias demais.
E de quebra ainda confunde os reflexos. Que o diga os palpites que venho dado fora nos últimos tempos. Os últimos dias têm sido calmos. Não sei se foi o efeito Red Bull no domingo. Tomei e o ânimo melhorou. Acho que vou comprar uma caixa daquele troço. Vejam um dos efeitos da animação temporária-flash-sazonal...



Eu só posso ser uma besta mesmo.