Um mês se passou e estou de volta. Já começo a fazer um pequeno diário de viagem mental. Começo a rememorar os momentos e lugares bonitos pelos quais passei. As pessoas que conheci, a areia da praia branquinha e macia, que apesar de um pouco suja, não perdeu seu encanto. Lembro-me do sol, que lá nascia para mim antes de qualquer cidadão daqui o ver. Lembro-me também da carne de coelho e de bode, que apesar de todo o assédio, eu resisti em não comer. Penso na brisa que alivia qualquer intranqüilidade e penso no sirizinho corajoso que, vez ou outra saía da areia e voltava correndo para não ser comido também. Lembro-me até das fotos maravilhosas que por alguma razão preferi não tirar, para guardar a imagem só para mim. E, sobretudo, penso no dia em que poderei voltar lá mais outras vezes.
Foi muito boa a viagem. Me serviu para relaxar a mente e também para outras finalidades. Pois sei que, apesar dos excessos de bagagem, minhas malas vieram recheadas de tantas outras coisas extremamente úteis para mim.
Noto hoje que, nas vezes em que afirmei ser necessário ir embora de Rio Branco para viver em paz, de fato eu não estava enganado. Não há como negar que se sente um certo vazio no peito e uma saudade (não sei exatamente do quê) quando se está longe. Mas acredito hoje, mais do que nunca, que preciso assumir uma forma de elemento gasoso para simplesmente evaporar e sumir daqui. Não que eu tenha enfim achado o caminho da felicidade, afinal lá não cheguei a viver nenhuma experiência tão espetacular assim. Mas é que longe, pelo menos me sinto, na pior das hipóteses, um desconhecido, só mais um numa cidade onde ninguém sabe da vida de ninguém e onde, de quebra, ainda se pode encontrar pessoas bem mais simples e simpáticas do que aqui. Em outros termos, eu poderia tentar começar tudo de novo, desde o principio, alimentado pela chance de que algumas coisas poderiam realmente dar certas. Ou seja, eu poderia voltar a respirar. Isso seria uma bela injeção de ânimo.
É algo viceral. Rio Branco tem o poder de me fazer se sentir ruim. Isto já comprovei andando pela rua. Aqui moram as pessoas que me magoam, mesmo que inconscientemente. Aqui estão os dias mais longos, cansativos e sem objetivo que já vi e vivi. Não quero shopping center, nem cinema digital. Não quero viadutos, engarrafamentos, nem McLanche Feliz. Eu quero é ser feliz. Ou pelo menos viver em tal estado de calma que nem perca meu tempo pensando nessa besteira de ser feliz ou não.
Preciso de pessoas que me amem e de uma carreira (bem sucedida, de preferência), e isso eu não tenho bem certeza se consigo obter aqui. Mas apesar da auto-análise um tanto desfavorável, o fato é que voltei e a partir daqui começa tudo de novo. O corre-corre, os dias quentes e abafados, as noites de depressão, enfim, o mesmo de sempre. Está dada a partida. A guerra recomeçou.
KEMIS VIANA DA SILVA - 7:54 PM
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Terça-feira, Junho 22, 2004
Eu não quero saber quem matou Lineu
Sexo, mentiras e vídeo tape. Parece ser essa a santíssima trindade dos dias atuais. Primeiro, a sociedade adquiriu o mau hábito de se ater tão somente ao conteúdo produzido pela mídia. Mas pior que contrair o mal, talvez tenha sido adota-lo como indispensável. E foi o que fizemos. Somos hoje nada mais que pequenas subestações repetidoras da informação já reproduzida anteriormente e que segue à frente numa infindável trilha de cópia-da-cópia. Quantas vezes temos freqüentado a biblioteca nos últimos anos para realizar a boa e velha pesquisa a livros amarelados e cheios de bolores? Desnecessário, quando se tem hoje uma ferramenta sabe-tudo chamada Google.
Apesar disso, podemos considerar que até o instante em que temos interesse pelo que possui conteúdo útil, pode-se sobreviver. Afinal, todo mal tem sua taxa máxima aceitável. Mas se, no entanto, começamos a notar uma estranha mudança de hábito que nos torna dependentes da mania de parar na frente da TV em busca de tricas e futricas sobre a vida de figuras ilustres da novela das oito.... PÉÉÉÉNN!!!!
Perigo! Estamos contagiados com Síndrome da Futilidade, mais fulamente nomeada de SIFU. Favor procurar um canal GNT ou o livro de Pablo Neruda mais próximo. Caso, contrário o mal pode se tornar irremediável.
Vivemos num país permeado por polêmicas e questões nacionais de cunho social e político, claramente cabíveis de serem discutidas por toda a população. E não é mera coincidência que cada uma delas tenha uma relação muito forte com o destino de nossas vidas enquanto cidadãos. Porém, não é nem um pouco aconselhável tocar em assuntos de tal natureza. Não nesse horário. Shiiiiii, cala a boca, menino. A novela vai começar!
De fato, que grande utilidade haveria em discutir a expansão da produção de grãos geneticamente modificados, se já acabamos de fazer as compras no Supermercado e voltamos correndo para casa só para saber a solução de uma grande causa nacional: quem matou Lineu?
Um grande conselho a ser seguido pelos noveleiros de plantão seria que, viciados que são em plin plin, buscassem pelo menos assistir ao Corujão, nas madrugadas de domingo ou mesmo durante a semana. Eles poderiam assim perceber algo bastante interessante: que a Rede Globo exibe bons filmes sim, alguns tão bons que torna-se inacreditável que estejam sendo exibidos em canal aberto. Mas pode-se notar, pelos horários em que são exibidos, que não há um desejo de que sejam realmente vistos. Não pelos cidadãos comuns que acordam às seis da matina para pegar no batente. Com efeito, aqueles que se esgueiram pela noite adentro, acordados com um controle na mão, não podem ser taxados como pessoas normais e, portanto constituem a parcela anárquica do público que assiste à emissora. "São chatos, mas também consomem", devem pensar.
Tenho dito: não sei e nem me interessa saber quem raios seja o mal-afamado que matou Lineu. Tenho coisas mais importantes para resolver na vida, como, por exemplo, saber o porquê de não ter conseguido me formar até hoje dada a necessidade de optar por um emprego em vez da universidade.
Talvez nem George Orwell imaginasse, enquanto escrevia seu "1984", que sua teoria Big Brother fosse levada tão a sério. E tampouco que, em dado momento, nós mesmos, cidadãos comuns que somos, nos tornaríamos tão dependentes de mídia quanto somos e espiões de si próprios.
KEMIS VIANA DA SILVA - 11:32 AM
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Sábado, Junho 19, 2004
Plantão
Nós daqui de casa (e falo de João Pessoa) hoje saímos em bloco e fomos ao cinema do shopping assistir a Cazuza - O tempo não pára.
Eu, Tárik, sua namorada Denise e D. Verônica, mamãe do Tárik.
Sobre o filme, devo dizer: marcante. Para fins didáticos, posso classificá-lo como um bom material para os seguintes assuntos:
- História do Brasil Contemporâneo e seus aspectos político-sociais na inesquecível década de 80;
- Gênese e evolução da moderna música brasileira, com enfoque nos primórdios do Pop-Rock Nacional;
- Drogas;
- Sexo e homossexualidade;
- DST's (AIDS, mais especificamente);
- A importância e o papel desempenhado pelas relações familiares.
Não consigo chorar com filmes, mas o povo ao meu redor na sala chorava bastante, inclusive a D. Verônica, que não parava de enxugar os olhos.
Aconselho. É muito bem feito.
Afora isso, tem um grilinho cigarrando aqui na minha cuca. Desde que cheguei a JP, não param de me ligar no celular.
Bem, por estarmos num mundo moderno e capitalista, a Dona Vivo tem que faturar. Moral da história: cada ligação que RECEBO me custa os olhos da cara, dado o grande favor que a Vivo me faz em permitir que eu use meu celular fora do Acre. Resumindo, senhores?
MINHA CONTA DE CELULAR ESTÁ SOMANDO A CONSIDERÁVEL QUANTIA DE R$ 153,74!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Detalhe, o mês ainda nem acabou. Durma-se com um barulho desses.
KEMIS VIANA DA SILVA - 2:06 AM
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Sexta-feira, Junho 18, 2004
Fuck this Bush!
Extraído do best-seller "Stupid White Men", do escranchado diretor americano Michael Moore, um dos mais ferrenhos opositores do "presidente" George W. Bush.
A idéia de pôr o conteúdo de livro aqui foi da Nanda, mas resolvi dar uma modificada e fazer ao meu modo.
Claro que não escondo de ninguém que adoro sacanear com essa Besta-chefe que está sentada na poltrona da Casa Branca.
Deleitem-se...
KEMIS VIANA DA SILVA - 2:14 AM
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Quarta-feira, Junho 16, 2004
Achei esse troço interessante...
1 - Que horas são?
00:04
2 -Nome:
Kemis Ageron Viana da Silva
3 - Quantidade de velas no teu último bolo de aniversário?
24 (Nem vem com gracinha não, tá?)
4 - Qual é o seu signo?
Nem sei, não acredito nessa bobagens
5 - Furos nas orelhas?
Nenhuma e nem pretendo
6 - Tatuagens?
Não borraria minha cútis para depois querer apagar
7 - Piercings?
Não, mas acho sexy (em mulher, claro)
8 - Ja foi à África?
Talvez um dia
9 - Melhor viagem que já fez?
Lembro sempre de Brasília
10 - Já ficou bêbado?
Bêbado? Algumas vezes, a maioria das vezes, bebasso.
11 - Já chorou por amor?
Pode apostar que sim.
12 - Já sofreu algum acidente de carro?
Sim, mas sem graves conseqüências. Devo acrescentar que é bem legal quando não machuca e quando não se é o dono do carro, claro.
13 - Peixe ou carne?
Se tiver batata frita, podem ser os dois.
14 - Restaurante preferido?
La Mesón de Patrezze, em Paris, mas não tenho ido lá nos últimos meses. Falta de tempo ($$), sabe?
15 - Praia ou campo?
Praia, mas sem tatuí e garrafa de água mineral.
16 - Cerveja ou Champanhe?
Cerveja. Apesar de admitir que é péssima.
17 - Café ou chá?
Chafé
18 - O copo metade cheio ou metade vazio?
Tá de onda com a minha cara? Dá na mesma.
19 - Lençóis de cama lisos ou estampados?
Lisos.
20 - Cor das meias?
Escuras
21 - Programa de televisão?
South Park
22 - Onde vc gosta de receber beijos?
Que tal na boca?
23 - Está ouvindo alguma música agora?
Não
24 - Flor(es)?
Tô fora
25 - Coca-Cola ou Guaraná?
Coca.
26 - Tom ou Jerry?
Tom, sem sombra de dúvidas. Eu odeio o Jerry.com.br
27- Disney ou Warner Bros?
Warner, pela qualidade e por não propagar babaquice falsificada e artificial como a Disney.
28 - Quando foi a tua última visita ao hospital?
Há mais ou menos dois meses. Motivo: vovó.
29 - Como se chama o seu ursinho de pelúcia?
Tá de sacanagem comigo, né?
30 - Reprovado no teste de habilitação?
Três vezes só. Mas dirijo muito bem.
31 - Daqui a 10 anos?
Estaremos em 2014. Matemática pura.
32 - De quem recebeu este e-mail?
Manú.
33 - Hora de dormir?
Duas da matina, comumente.
34 - Quem vai responder esse e-mail mais rápido?
O W. Bush. Aquele fii duma égua não faz nada da vida.
35 - Qual a figura do seu mouse-pad?
Propaganda de pílula anti-concepcional
36 - CD?
Não compro, acho um roubo e prefiro MP3. Mas álbum melhor que o Califonication, do Red Hot Chilli Peppers, to pra ver.
37 - Pior sentimento do mundo?
Solidão
38 - Melhor sentimento do mundo?
Orgasmo
39 - O primeiro pensamento que você tem ao acordar?
Ai, de novo não.
40 - Se pudesse ser outra pessoa quem seria?
A Dercy Gonçalves, para poder falar um monte de merda e de palavrões, e todo mundo achar a coisa mais linda do mundo.
42 - Qual é o carro dos teus sonhos?
Um movido a ar.
43 - O que vc diria pra pessoa que te mandou esse e-mail?
Vai ter tempo sobrando assim lá longe, hein, baixinha?
44 - Nome da pessoa que talvez não te responda?
O Ray Charles. Morreu semana passada o meu amiguinho.
45 - Aquele que com certeza te responde?
Não faço idéia.
46 - Quem gostaria que te respondesse??
Ana Paula, eu te amo, morena!
47 - O que diria a alguém, mas não tem coragem?
Porra, tu é gostosa pra ca..., hein!
48 - Data do seu nascimento?
15/02/1980. Aceito presentes.
49 - Que horas são?
00:37
50 - Deixe uma mensagem pra galera:
Pingo. Pingo. Pingo. Pingo. Formou-se um lago.
KEMIS VIANA DA SILVA - 1:12 AM
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Quarta-feira, Junho 09, 2004
Quando meus olhos fecharem
Não tenho usado muito a cabeça nos últimos dias, mas quando li no blog da minha amiga Nanda algo sobre doação de órgãos e, conseqüentemente, sobre morte, não pude deixar de expressar minha opinião sobre esse enigma, do qual ninguém tem conhecimento exato, com exceção dos felizardos que para o lado de lá já passaram.
Em certa ocasião, lia uma revista, não lembro qual, na casa de minha tia. Como gosto muito de publicidade, notei que na contra-capa havia um anúncio bastante criativo. Era a ilustração de uma ultra-sonografia que mostrava dois gêmeos conversando na barriga de sua mãe. Diziam:
- Você acredita em vida após o parto?
E o outro:
- Não sei, ninguém nunca voltou de lá para confirmar.
Se virmos por este lado, não temos muito com o que nos preocuparmos. O post-morten pode ser algo tão trivial quanto a vida que levamos por aqui neste inferno capital.
Cético que sou, duvido muito que haja um paraíso. Sou agnóstico e nunca expus aqui uma só palavra a respeito do assunto (o que posso fazer qualquer dia desses), talvez para não chocar as pessoas que me leiam.
Porém, eu não seria vazio ao ponto de achar que a vida é isso que temos diante de nossos olhos hoje, e que passada a fase terrena, tudo acaba. Admito sem medo que há nesta vida algo de misterioso e complexo que enseja a possibilidade de haver alguma coisa guardada para depois. Um momento em que a cortina cairá e todo o segredo da existência humana será exposto a cada ser vivente da Terra.
Revelo que em meus dias mais difíceis, encontro algum conforto num pensamento que talvez soe bizarro a quem lê. O pensamento de que, mais dia, menos dia, uma hora chegará o momento. E não há certeza mais definitiva que essa. Eu morrerei.
Sou bem sincero ao afirmar que não vejo a morte com uma figura vestida de preto, carregada de um ar mórbido. Quando muito posso vê-la como uma solução.
A concepção ocidental urbana de morte é que a torna um tabu. Era hábito no sertão nordestino a realização de funerais tocados ao som de muito forró e cachaça, com a urna mortuária posta de lado no canto da sala para que os visitantes pudessem dançar.
Em palavras bem simples: para quê estressar com a morte?
Eu dôo meus órgãos sim, pois não acho que em outro plano vá necessitar de olhos ou de fígado.
E por fim, eu não tenho medo de morrer. Nem um pouco.
KEMIS VIANA DA SILVA - 2:42 AM
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Quarta-feira, Junho 02, 2004
Sobre viver
Posso começar com um caso bem sem sentido. Todos os anos é igual quando chega a Páscoa. A TV aborda temas econômicos em seus jornais, tomando como exemplo o já batido lugar-comum da produção de Ovos de Páscoa. Fala-se que a produção está tantos por cento maior que a do ano passado. Que está empregando uma mão-de-obra temporária e blá blá blá.
Como se a produção de ovos de chocolate tivessem, com toda a sua insignificância e as milhares de diarréias país afora, algum tipo influência muito marcante para a economia, para o país ou para o raio que seja.
Isto posto, se for nesse sentido, não quero ser economista, não senhor.
Em vias de embarcar para João Pessoa, me pergunto:
O que estou indo buscar lá? Será que minha paz está lá?
E não apenas isso. Não é coisa recente. Já tinha pensado a respeito meses atrás e sempre acabava na mesma. Antes de começar a me preocupar de verdade, parava de pensar a respeito.
A dúvida agora era: no que minha vida se transformou nos últimos anos?
Em meu primeiro dia de férias, voltava do banho quando, de relance, me olhei no espelho. Me surpreendi com o que vi e comecei a me auto-examinar. Eu costumava negar, mas é coisa de estética sim. Eu me preocupo com isso mais do que posso admitir.
Acho que o ritmo que o trabalho me impôs nestes últimos dois anos tornou-me bastante relapso quanto ao meu modo de vestir e de me cuidar.
Mal tenho tempo para tomar café e tenho almoçado em questão de 15 minutos, em média. Estou sem o menor apetite e não tenho mais tanta vontade de dormir quanto antes.
E vem a parte que mais me preocupa, que é a minha vida acadêmico-profissional. Temo muito pelo meu futuro e vivo em dúvida se estou dando um rumo certo para ele. Preciso de definições mais claras a respeito de detalhes como este.
Não consigo concluir uma apostila sequer do curso de Economia e sempre falto nas entregas de trabalhos. Observo com inveja a dedicação dos demais alunos e penso: eles sabem onde querem chegar.
Se me faltam objetivos claros, pelo menos algo eu tenho como certo. Eu não quero sair dessa vida sem que antes tenha deixado alguma obra reconhecidamente útil e com a minha marca. Se isso me trará retorno financeiro, já é outra coisa.
Sabe-se lá quantos países Alexandre - O Grande já havia conquistado com a idade que tenho hoje.
Sucesso? Sim, por favor.
Eu não uso black-tie, mas quero estar no meio do turbilhão do bambas.
Enquanto, isso pretendo refrescar minha cabeça com as praias e o visual do Nordeste.
Talvez me afaste por uns dias dos posts. Talvez mande notícias.
Sei lá. Incerta como caminha minha vida, não fará grande diferença.
Nos vemos.

