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Sexta-feira, Junho 24, 2005


Erê tá vuando!



Sobrevôo sobre Rio Branco, numa linda tarde ensolarada de sexta-feira.
Sabe que nossa cidade até que está grandinha? E sabe que esse negócio de trabalhar em aeroporto até que é divertido às vezes?
Pois eis que, enquanto muitos de vocês almoçavam, ou assistiam os programas policiais sencionalistas da cidade, eu voava por sobre vossas cabeças e sobre meu grande-pequeno enigma, chamado Rio Branco.
As curvas do Rio Acre, a falsa imponência do antigo Banacre, o barro vermelho das ruas da periferia, o mastro do pavilhão acreano na Gameleira, tudo me parece familiar, mas ao mesmo tempo tão diferente, quando visto daquele ângulo, que põe todos, numa simples virada de cabeça, sob o mesmo nível. Lá de cima, todos somos iguais.
Entre um foco e outro de queimadas (que são comuns nessa época do ano), eu encarava de frente todos os cantos da sede dos meus tormentos e alegrias.
Ah, Rio Branco! Quisera ser um Ícaro dotado de asas, para poder-te vê-la sempre de lá cima, a 3000 pés de distância dos meus problemas.

KEMIS VIANA DA SILVA - 8:29 PM

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Domingo, Junho 19, 2005


É ou não é Piada de salão?

Um breve comentário sobre política.
Ainda não entendo. porque a direita insiste em criticar a postura do PT, se atualmente, a "situação" nada mais faz do que a mesma coisa que o PSDB fazia quando estava no poder?

KEMIS VIANA DA SILVA - 3:21 AM

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Terça-feira, Junho 14, 2005


Namorados :-(

Essa data não poderia passar por aqui em branco. Genial essa invenção: Dia dos Namorados. Quem o bolou não tem coração. Porque mesmo tentando não entrar no clima, todo o ar desse dia fica viciado, e nos envolve. E vem um sentimento profundo, tanto quanto inevitável, de impotência. E a estranha sensação de um dedo acusador lhe apontando na cara e lhe dizendo: seu incompetente! Muito obrigado, senhor criador do malogrado Dia dos Namorados. Agradeço por me fazer se sentir o maior idiota da face Terra.

KEMIS VIANA DA SILVA - 1:08 AM

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Sábado, Junho 11, 2005


Admirável cinema "fora do circuito"

Um dia ouvi um termo específico para eles: cinema fora do circuito.
Cara, eu acho que nunca estive, em momento algum da minha vida de cinéfilo, com a cabeça tão recheada de filmes bons.
Bons e totalmente loucos, é bom que se diga.
Bendita seja essa tal ADSL. Ela já me permitiu, nesses últimos meses a ver quase tudo que eu sempre quis assistir, rever ou até mesmo ver (e me surpreender) pela primeira vez. Não estranhem se nenhum dos que vou descrever abaixo sejam conhecidos, pois afinal esses com pouca publicidade e estardalhaço de Hollywood são justamente aqueles que ainda trazem algo de decente para as telas. Mas certamente são as produções mais doidas que eu já vi...

- Laranja Mecânica
- 2001. Odisséia no espaço
- 1984
- Pulp Fiction
- Trainspotting
- Jackie Brown
- Cassino
- Clube da luta
- Magnólia
- Abre los ojos
- Corra, Lola, corra
- Donnie Darko (espetáculo!)
- Réquiem para um sonho (aquela trilha sonora)
- Pi
- Blueberry
- Má educação (Almodóvar)
- Os sonhadores (Bertolucci)
- Elephant
- Ken Park

E etc., etc.
Sim, ainda há vida inteligente na terra. A tirar por algumas poucas e desconhecidas produções.

KEMIS VIANA DA SILVA - 3:26 PM

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Domingo, Junho 05, 2005


Inviável como a vida

Vez ou outra, já me questionaram sobre o porquê do nome do blog. Bem, a explicação existe, e eu pessoalmente acho coerente.
Existem circunstâncias que tornam a vida inviável. É como se estívessemos condicionados a aceitar a realidade como ela se coloca, fazendo-nos agir inevitavelmente de forma impotente, por não termos capacidade de remediar aquilo que nos é posto.
Tomemos, por exemplo, aquele que eu considero como o mais forte dos argumentos: o amor.
Apesar de não parecer, eu acredito na força que o amor possui, e na sua capacidade de influenciar as decisões pessoais.
Pois é nele mesmo que enxergo uma das mais contundentes provas da inviabilidade da vida.
Qual o maior mal da humanidade? A falta de amor.
A coisa mais comum de se encontrar na rua ou no dia-a-dia são pessoas com problemas amorosos e a causa é sempre a mesma: "gosto de quem não gosta de mim ou "quem gosta de mim não me interessa".
E aí vem a parte interessante da teoria: não se pode fazer nada para reverter estas situações. Por que?
Porque contra o sentimento humano não se pode lutar. É tentar impedir a ordem natural das coisas, agir contra a natureza.
E esta mesma natureza é a que parece insistir em querer funcionar da maneira que mais nos magoa
Logo, é no mínino razoável afirmar que, pelo menos no lado amoroso, a vida é cronicamente inviável.