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Quarta-feira, Agosto 31, 2005



Feel it

Today I felt a strange feeling. I never meant that was so hard and sadness to listen the phrase "I like you" from the mouth of my lovely person.
Gave me a feeling of empty. Like a farewell. Why does she said that? Just to let me uneasy? It was so quickly, so spontaneous. It make my heart feel a kind of hope that probably don't exists. Oh, God! That's beautiful blue eyes. My lovely, there isn't ocean's deepness more wonderfull than your eyes!

KEMIS VIANA DA SILVA - 10:00 PM

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Sexta-feira, Agosto 26, 2005


Ira!


KEMIS VIANA DA SILVA - 8:48 PM

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Quarta-feira, Agosto 24, 2005


A máquina de triturar sonhos

Às vezes acontece: eu engulo e me vem um gosto amargo na boca. Eu costumo chamar de decepção. É aquela sensação terrível de impotência de quem luta sem armas, de quem caminha de frente para um trem. Quantas vezes me peguei pensando: será que eu tenho alguma chance?
Devo confessar, meu complexos persistem e, ao que parece, não sumirão tão cedo. Os ventos sopram e trazem consigo um ar abafado que não inspira nada de promissor.
Têm me ocorrido coisas que continuam me magoando muito. Coisas que fazem me sentir um erro no rumo da história. Juro que tenho tentado sobreviver, até tapar os olhos para coisas que me maltratam, viver na marcha neutra, descendo na ladeira da vida sem olhar para os lados. Mas as coisas parecem ser propensas a te causarem efeitos ruins, por mais cínico que se tente ser.
A cada dia eu vejo meus sonhos se partirem em pedaços, como se houvesse um outdoor a cada esquina estampando na minha cara: "Não adianta, seu tolo!"
E aí me vem um batalhão de falsos entusiastas tentando amenizar minha decepção, e dizendo que eu devo ter calma, que as coisas um dia acontecem a seu tempo.
E eu, que conheço como poucos o que é esperar pelo maldito tempo que não vem, só consigo ver esses conselhos como condolências ao perdedor.
Um dia, eu chuto o balde e faço que nem num sonho que tive certa vez, no qual eu dizia uma frase que nunca me saiu da cabeça, mesmo depois de ter acordado: "No dia que vocês chegarem, eu já terei ido embora".

KEMIS VIANA DA SILVA - 1:32 AM

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Domingo, Agosto 21, 2005


Saldo dos Pampas

Bem, passada uma semana, posso dizer com satisfação: conheci mais uma cidade do país.
Porto Alegre é um ótimo lugar. Gostei do clima frio, que por sinal, poderia ter sido mais intenso, não fosse mais uma dessas reviravoltas climáticas, que desta feita, não deixaram os termômetros passarem dos 15º, numa época em que, segundo dizem os que moram lá, o normal é 5º.
As mulheres, meu Deus, que mulheres lindas. Um verdadeiro desfile, a la São Paulo Fashion Week.
E uma coisa que costumo gostar muito em certas cidades: a impressão de que se trata de uma grande cidade, mas não tanto assim.
Em São Paulo, é impensável ver alguém na rua e tornar a vê-la no dia seguinte. As possibilidade são míninas.
E lá, eu consegui isso.
As pessoas são simpáticas, mas bem ao seu modo. Não são tão expressivas como nós do Norte, mas possuem seu jeito de ser simpático. Só acho que o tiozinho do táxi que me levou ao aeroporto não ficou muito contente de eu não ter os R$ 1,50 para completar a corrida de R$ 21,50. Mas enfim, nem tudo é perfeito. Prazer, Rio Grande. Outra hora nos reencontramos.


Trilha sonora da viagem: ² Smash Pumpkins - Tonight tonight.
KEMIS VIANA DA SILVA - 4:02 AM

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Quarta-feira, Agosto 17, 2005


O extremo oposto

Em menos de uma semana, estou do outro lado do país.
Da quintura pro frio, do atraso para o desenvolvimento.
Do "vixe" pro "bá"!



KEMIS VIANA DA SILVA - 6:58 PM

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Sexta-feira, Agosto 12, 2005


A Boca do mundo

Hoje fui a Boca do Acre. Ou melhor, fomos. Eu e mais três companheiros de trabalho.
Como, além das minhas atribuições de manutenção do Aeroporto, ainda sou o responsável imediato pela Unidade de Navegação Aérea de Boca do Acre, tive de acompanhar a missão àquela longínqua cidade, que pertence ao Estado do Amazonas, mas que depende e muito do Acre. É aquela típica cidade, onde o mundo parece ter parado no tempo. O isolamento e a negligência do governo do Amazonas para com aquela cidade causa um primeiro impacto em nós, que vivemos na capital. Dá uma sensação de angústia, ao ver aquele povo morando num lugar sem infra-estrutura alguma, afastado dos benefícios da cidade grande (se é que nossa Rio Branco é isso), como tratamento de saúde, educação, saneamento, e mais um monte coisas.

Ficha técnica
Mapa-múndi: localizada a aproximadamente 270 quilômetros de Rio Branco;
Estrada: poeira prá mais de metro, visibilidade quase zero;
Duração da viagem: umas 4 horas de ida, umas 5 de volta.
Saldo final: umas 426 piadas contadas a bordo do carro; uns 07 salgados de beira de estrada; 08 latinhas de refrigerante, e na volta, alguns isopores recheados de peixes, a especialidade da região.
Num geral: foi legal.
Trilha sonora da viagem: ² Dire Straits - Album Antology.