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Quarta-feira, Março 29, 2006


Politicaos

Mais um spam na minha vida. E mais uma vez tive que ser um pouco duro, digamos assim.
A mensagem era:

"De <************@hotmail.com> escreveu:

Se beber não dirija. Nem governe.
JOELMIR BETING, SOBRE AS VIAGENS DE LULA

"... Até aqui, em 25 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 62 viagens ao mundo.
Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não.
Sem contar, ora pois, as até aqui, 177 viagens pelo Brasil.
Hoje, dia 15, ele completa 115 dias fora do país desde a posse.
E pelo Brasil, no mesmo período, 335 dias fora de Brasília.
Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: exatos 450 dias fora do Palácio, em exatos 777 dias de presidência.

Governar ou despachar, nem pensar.
A ordem é circular.
A qualquer pretexto.

E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar, nem para trabalhar."

JOELMIR BETING

ENCAMINHEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL E PEÇA A DIVULGAÇÃO POIS, NAS ELEIÇÕES, PRECISAMOS TER SEMPRE ISSO EM MENTE.

bjuxxx"


E a minha réplica foi:

"Destesto responder a spans, mas é que hoje você me pegou num dia ruim.

Pelas minhas contas, o governo Lula tem HOJE três anos e três meses completos de duração, o que dá um pouco mais do que os defasados 25 meses citados acima. Mas enfim, isso é só mais um forte indício do que já se sabe... esses artigos que rolam na rede não são propriamente lidos, mas sim repassados, e só.

Sobre viagens, hum... se tirarmos uma média ponderada, usando regra de três simples, poderemos comprovar que até HOJE a soma de viagens do Lula dentro do país ou para fora dele dá mais ou menos a mesma quantidade das que o ex-presidente FHC fez nos seus primeiros quatro anos de mandato. E isso é errado? Eu, pessoalmente, penso que não, nem para o atual nem para o ex.

Estamos num mundo bem diferente do de três ou quatro décadas atrás. Antes, os estadistas, ou até nós mesmos, meros mortais, podíamos sentar nossas bundas na cadeira e passar a vida olhando para nossos próprios umbigos, sem que a interação com outros mundos fizesse a menor diferença. HOJE, há um bicho-papão do qual ninguém está livre, tampouco os caras que lideram um país. E esse bicho tem nome, chama globalização. Um gigante do porte do Brasil não pode passar os anos deitado eternamente, sem se comunicar com as demais nações, senão isso aqui quebra, gente! Ou será que somos tão ricos que não dependemos de mais ninguém nesse planeta para sustentar nossa instável economia?

Acho que o Joelmir Beting (se é que realmente foi ele quem escreveu isso, HOJE em dia nunca se sabe) esqueceu de contabilizar quantos segundos o Lula ficou ausente da privada presidencial, foi só o que faltou. E esqueceu também de contabilizar quantos presidentes ao longo da história brasileira ficaram igualmente ausentes de nosso país, apesar de terem permanecido boa parte de seus mandatos com o cú grudado na poltrona.

E para finalizar. De boas intenções o inferno está cheio. Em época de eleição, acho que a boa é guardar os conselhos vazios para si. Afinal, já deu para notar que nada de muito fantástico muda nesse país após eleição. Que o diga o próprio governo Lula, que se mudou, foi para um pouco pior.

Não tenho bandeira. Só torcia para o Flamengo, que, mal das pernas como anda, nem isso mais merece de mim.

Abraços"
.


KEMIS VIANA DA SILVA - 1:27 AM

Critiquem-me:

Sábado, Março 25, 2006


A ilha

De onde viemos, para onde vamos? Por que o céu é azul, por que o último chiclete é sempre o que se pede? Têm uns questionamentos assim que são impossíveis de não fazer. Os meus não estão muito longes disso. Essa minha infindável oscilação entre bons (humm..) e maus momentos (pelo menos em tese) parecem ter vida própria, e me deixam em estado de catarse, imaginando o por quê de acontecerem desse modo, indo e vindo como um devastador tsunami emocional.
E os reflexos disso na minha vida, quais são? Já que nos últimos anos (meses, diria até) tantos hábitos meus mudaram radicalmente, poderia destacar o fato de terem se tornado cada vez mais constantes minhas sentadas em restôs para uma incidental "cervejinha" com os colegas. Quem diria? Há cinco ou seis anos atrás eu jamais me imaginaria "tomando uma" para tentar diluir meus dramas e para espairar as idéias. Até aí na cerveja, nada de mal. O que me preocupa mesmo é a ausência daquelas coisas que faziam parte do meu corolário, da minha essência, e que partiram sem deixar rastros. Lamento muito hoje não ter ao meu redor uma quantidade per capita ideal de pessoas queridas que me ajudassem a passar melhor esses meus dias cinzentos. Lamento mais ainda, não ser mais tão agerrido em meus ideais, os quais defendia ferrenhamente, muito embora, alguns deles fosse radicais por demais.
E lamento muito mais ainda o fato de suspeitar seriamente da possibilidade de ter me tornado uma verdadeira ilha humana, por fazer o tipo isolado, incompreendido e com graves dificuldades de se expressar e de externar meus verdadeiros estados de espírito.
Sabem, ultimamente tenho sedmentado a idéia de que muito do que eu usei como baliza para construir meu estilo, estava errado. E o que fazer, quando a maior parte da longa caminhada já foi concluída? Será que dá para voltar de onde estou? Não, melhor ficar aqui mesmo. Quem sabe um dia o homem moderno não desvenda os grandes segredos das regiões mais inóspitas e desconhecidas da alma humana? E então, o certo voltará a ser o certo e o errado idem. E gente como eu respirará aliviado e dormirá na paz celestial de quem tem a certeza de não precisar mais estar só, pois alguém além de si compreende suas angústias e aflições. Que venha a nova era glacial! Eu já estou pronto.

KEMIS VIANA DA SILVA - 11:50 PM

Critiquem-me:

Quinta-feira, Março 02, 2006


CDs de Jazz

Lembram daquela propaganda de cartão de crédito em que um cego é levado por seu cão-guia até um açougue, e o cara pergunta se ali vendem CDs de Jazz?
Foi assim comigo nesse carnaval.
Eu ainda tô tentando retormar meu senso de orientação, que perdi com a cacetada que levei. Não sei dizer se doeu ou se não, de quem foi a culpa e de quem não foi. Só sei que agorinha tá um vazio do tamanho de um viaduto aqui dentro.
Pra ser sincero, já tive tantas frustrações desse tipo antes, que nem sei por que ainda consigo me sentir mal sempre que a história se repete, afinal já me dei conta, faz algum tempo, de que definitivamente eu nunca vou valer nada pra ninguém mesmo.
Nessas brincadeirinha de coração eu sempre me ferro no final, ou antes mesmo dele chegar.
Por isso, que volto a defender a minha idéia maluca de que, se fosse possível, esse pacote "sentimentos" poderiam ser desinstalados de mim a qualquer momento. Nem ia me fazer falta.
É... acabou o carnaval. De volta ao inferno, senhores!

² Shakedown - Love Game.mp3