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Domingo, Maio 21, 2006


Priceless

Se um dia pudesse perguntar a uma entidade superior, que tivesse na palma das mãos todos os rumos que serão traçados no meu futuro, gostaria de perguntá-la se, para os próximos anos, até a minha morte, está previsto o acontecimento de algum tipo de evento espetacular que possa mudar de maneira significativa a minha vida. Se haverá momentos que me farão de fato perder o fôlego e sentir que tudo valeu a pena. Porque se a resposta para isso fosse negativa, eu poderia enfim dar cabo a toda essa inutilidade na qual se constituíram meus dias.
Qual é a sensação de não existir? Como pode sobreviver uma pessoa que a cada dia mais se dá conta de que não tem valor algum para ninguém? É uma cruel constatação a de que a interação é algo imprescindível na vida de cada um. Mas só consigo me sentir preso e isolado, como se uma terrível redoma me entornasse, me afastando do mundo e de tudo que nele acontece.
É pesada a carga do homem que não se dá conta do valor que possui e que tampouco conta com uma estrutura psicológica ou com qualquer tipo de estímulo exterior para que isso aconteça.
Eu possuo o interessante dom de passar pela vida sem deixar vestígios, sem fazer diferença. Minha falta não é sentida nos lugares. Meus passos não deixam marcas no chão. Em suma, eu não sou ninguém.

KEMIS VIANA DA SILVA - 10:14 PM
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3 caipirinhas

Vejo tudo rodando, um turbillhão. Até as teclas parecem se mover, e então erro na digitação.
É simplesmente uma experiência, ou melhor, um verdadeiro experimento o ato de digitar após uma dose alterada de álcool no sangue.
É como se toda a razão estivesse ali, ao alcance de, sua até então, limitada mente. E pensa-se em tudo, em filosofia, em arte, em sexo, tudo, absolutamente tudo. Tudo fica relacionado e vem à tona de uma vez só.
Talvez o grande desafio em se ficar bêbado seja justamente conter a enxurrada de pensamentos de toda sorte, que assolam a cabeça do cidadão agraciado com um teor que superou seus próprios limites.
Eu sei lá, só sei que quando bebo - como bebi esta noite - sinto uma coisas estranhas, umas dizendo que deveria adotar um estilo de vida que me afastasse dessa nóia da bebida, e outras me fazendo quer mais. E pensar que foram apenas três caipirinhas!

KEMIS VIANA DA SILVA - 6:45 AM

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Terça-feira, Maio 16, 2006


Pensamento definitivo sobre Jorge Viana

Há algum tempo que vinha pensando em registrar minha impressão sobre os quase oito anos de Governo da Floresta no Acre.
Indissociável desse conceito vem, é claro, o nome de Jorge Viana, um governante que, bem ou mal visto, tem se constituído no grande divulgador do Estado por todos os lugares por onde tem andado (e não foram poucos os lugares).

Jorge Viana passa a impressão típica do cidadão predestinado, que carrega consigo um ideal, o qual carece de ser incutido nas mentes dos demais, numa forma de irradiação de pensamento que muda conceitos e põe abaixo paradigmas antigos. Fortemente influenciado por uma formação acadêmica que lhe proporcionou a oportunidade de conhecer novas técnicas de lido com recursos naturais, trouxe debaixo do braço a idéia da florestania e junto com ela a ira dos tradicionais segmentos da sociedade acreana.
No Acre, Jorge Viana é uma espécie de Flamengo da política: tem duas torcidas, uma que o ama e outra que o odeia.
As alas mais conservadoras, incomodadas com o fato, de pela primeira vez na história acreana, terem de se manter afastadas do poder, utilizam de métodos os mais diversos para tentar minar a gestão da floresta. O próprio conceito de florestania é o principal alvo de críticas por parte da oposição, que em ocasiões bem convenientes (eleições) chegou a encontrar respaldo para suas críticas inclusive em políticos do cenário nacional, como o atual governista Ciro Gomes.
De um modo geral, a intenção parece ser boa, e na pior das possibilidades, pelo menos criativa. O extrativisto predador sempre se constituiu num fator de empobrecimento de um povo que ainda tem uma pequena parcela vivendo embrenhada na selva sem a menor assistência do Estado.
Mas como a intenção difere de seus resultados finais, a tal florestania de Jorge Viana não parece ter cumprido a contento seus objetivos finais, que seriam o de contenção do inchaço populacional da capital através da formação de seus bolsões de miséria, e o de concretizar um mecanismo de melhor controle sobre a devastação indiscriminada de nossas florestas.
Apesar desta leve frustração de objetivos, é inevitável falar das profundas mudanças decorrentes das ações de Jorge Viana ao longo de seus dois mandatos. Sendo bem simplista, é impressionante.
Jorge Viana sempre foi citado no âmbito do funcionalismo público como um perseguidor.
Hoje, passado o longo e difícil processo de lapidação da estrutura administrativa do Estado, pode-se entender o verdadeiro significado da "perseguição" em tela. Qualquer cidadão que visita os órgãos do governo situados no centro comercial de Rio Branco sente-se entrando em um grande centro de convenções, com prédios limpos, bem organizados e sinalizados. As velhas múmias da preguiça, que só apareciam para assinar o ponto se foram para a Sibéria do esquecimento. As folhas de pagamentos, antes atrasadas e envoltas em uma núvem de desorganização, hoje são frutos de um processamento digitalizado, auxiliado pelos mais modernos recursos que a Tecnologia da Informação pode oferecer e comandados por um staff formado por professores acadêmicos com conhecimento de causa, permitindo hoje um controle rigoroso das despesas de pessoal do Estado com precisão e confiabilidade. Em suma, o Estado, do ponto de vista administrativo já conhece a si próprio.
Do ponto de vista da estrutura física, deve-se dar um enfoque especial. As cidades do Estado encontram-se tomadas pela presença das obras do governo, com suas características cores padrão. Rio Branco em especial é hoje uma vitrine da arquitetura moderna e de projetos paisagísticos arrojados. Há que se destacar aí mais um ponto que enche as bocas dos opositores de críticas. A alegação é a de que Jorge Viana é megalomaníaco e tenta incutir sua ideologia na cabeça do povo acreano, utilizando de métodos nazistas de ostentação e idolatria em torno de gigantescos pavilhões acreanos hasteados nos pontos mais estratégicos de suas obras e monumentos públicos, verdadeiros símbolos de pedra invocadores de um sentimento ufanista de orgulho regional, que encontra suas raízes históricas na extremamente controversa "Revolução Acreana" do final do século XIX.
Em meio à enxurrada de críticas mal intensionadas, há por raras ocasiões uma ou outra que chega a ser procedente. De fato, há em Jorge Viana uma necessidade de impressionar aos olhos de quem chega ao Acre, o que o leva, por vezes, a traçar planos que chegam a surpreender e causar incredulidade naqueles mais céticos. Tem sido assim na sua mais recente - e polêmica - obra da passarela para pedrestres e ciclistas, instalada bem no centro da cidade, entre uma ponte e outra que ligam o primeiro e o segundo Distritos de Rio Branco.
Fazendo um balanço geral, a impressão que me parece mais marcante nas duas gestões de Viana são a capacidade de, com braço forte, conseguir executar até o fim os planos mais audaciosos. Uma espécie de "os fins justificam os meios", a la Maquiavel, outro visível gênio inspirador de seus propósitos.
Vejo ainda o importante papel do resgate histórico, eficientemente difundido através de táticas muito boas de marketing, outra área do conhecimento do qual o Governo da Floresta tem tirado muito bom proveito nos últimos anos. Que os diga o fato nada insignificante de, nesses quase oito anos, Jorge Viana ter superado inerte ao poder do empresário Narciso Mendes, arqui-opositor político, forte representante da tradicional ala de direita do Acre e proprietário do complexo de comunicação O Rio Branco, um dos maiores do Estado.
Uma coisa parece bem clara. Aos sucessores de Jorge Viana corresponde uma missão nada fácil. A de substituir a contento um governo que imprimiu profundamente sua marca na identidade política e social acreana. Foram-se os tempo do marasmo e da falta de propostas concretas. Pondo de lado o julgamento maniqueísta de bem ou mal, pode-se afirmar com veemência que o nível da política acreana subiu alguns patamares acima em sua história recente.

KEMIS VIANA DA SILVA - 12:16 AM

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Quinta-feira, Maio 11, 2006


A César o que é de Adão

Ninguém sabe falar esperanto.
Mas os dias passam, e mais vale um pássaro na mão que um espeto de pau.
Como na natureza nada se perde e nada se cria, todo castigo para cristão é pouco.
Por isso tenho dito que pau que dá no João, dá no mamão.
Afinal, a "mão invisível" de Smith fez um gol pro Maradona na final da Copa.
Mas uma hora alguém vai gritar:
- Vida longa ao Rei!
E um maluco beleza, barba por fazer, vai alegar:
- Eu sou astrólogo!
Bem que minha mãe avisou:
- Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um ditado bíblico fazer algum sentido.
But don't worry, be happy!
Não esqueçam que eu também tô na lanterna dos afogados.
E olha que a minha piscina tava cheia de ratos quando eu entrei de gaiato no navio.
Deus é um DJ que errou no crossfading. Mas errar é sobrehumano.
Por isso, come on, baby! Light my fire! Quanto mais purpurina melhor.
E se puderem me fazer um favor, agradeço.
Não pisem na grama e falem com o motorista somente o indispensável.
Porque eu tive um sonho ruim e acordei chorando.
Só porque ela é proibida pra mim, no way.
Se eu for ligar pro'que que vão falar não faço nada.
Alô, alô, marciano! Aqui quem fala é da Terra!
É ou não é piada de salão?
Aqui na Terra tão jogando futebol, depois que suspenderam os Jardins da Babilônia.
Admirável mundo novo esse, não? Um grande sertão: veredas.
E que rei sou eu, que dou meu reino por um cavalo?
E o palhaço, o que é? Ladrão de mulher?
Vou desligar, não me ligue mais. Eu tive um dia difícil.
Mas apesar de você, amanhã há de ser outro dia.

KEMIS VIANA DA SILVA - 1:10 AM

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Sábado, Maio 06, 2006


Advice for the young at heart

"Como você espera que alguém goste de você, se você mesmo não gostar de si?"
"Você apenas ainda não encontrou a pessoa certa."
"Nessa vida, tudo passa".
"Você tem um futuro brilhante pela frente".
"A vida é bela".
"Mas você ainda é tão jovem, ainda tem tanto para curtir".

Eu poderia ir dormir sem essas.